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"Só se pode alcançar um grande êxito quando nos mantemos fiéis a nós mesmos." Friedrich Nietzsche

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Evolução da música na Europa (séc. XX)



Por: Letícia Pereira Santos de Sousa

Nas antigas civilizações, foram encontrados vestígios de instrumentos musicais e de danças acompanhadas de música. A tradição  musical na Europa iniciou-se através da cultura grega. Pelos  próximos 10 séculos a Igreja Católica dominaria a Europa e assim ditaria o destino da música. Das artes e literatura.                                                               
Até a metade do século XIX a música foi praticamente dominada pelas influências germânicas. Foi quando os compositores de outros países sentiram  a necessidade de descobrir um estilo musical próprio que deu origem a uma forma romântica chamado de Nacionalismo.                                                      
O século XIX, foi marcado por uma longa historia de transições, aperfeiçoamento de técnicas, e descobrimento de novos sons. Contribuindo para que  esse século fosse o mais empolgante da história da músicaSimultaneamente ás novas tendências , eram criados nomes para essa tendências. Resultando em nomes terminados em "ismos" e "dades". Em comum; representavam a reação  contra o romantismos que era chamado pelos críticos de " antirromânticos". Nem todos os compositores desse século foram tão radicais. Alguns compositores como o inglês Willian Walton continuaram a compor, pelo o que se identificavam, como temas amorosos, embora que introduzissem em suas obras um pouco das características dos "antirromânticos"  como por exemplo a vitalidade rítmica. Tiveram aqueles  que foram contra todos os estilos e que ficaram conhecidos como os "tradicionalistas". Possuem esse nome por terem criado um estilo caracterizado pelo intimismo, com base nas tradições antigas. É o caso do compositor Benjamin Britten, que se recusou a aderir a qualquer "modinha" da época, e continuou a trabalhar o mesmo estilo de sempre, que se transformava e surpreendia a todos, com resultados originais e sinceros. Suas  melhores  obras são: Serenidade para temor, Trompas e Cordas, Ópera Peter Grimes, Spring Symphony e Um Réquem de Guerra.             
Enquanto o Século 19 foi caracterizado por um único estilo comum a todos os compositores. O século 20 foi uma completa mistura de tendências maravilhosas, que nos  permiti definir como estilos do século 20. As melodias são curtas, angulosas e pontiagudas , as harmonias eram as vezes evitadas, os ritmos são dinâmicos, métricas inusitadas  com mudanças radicais. Aos timbres são incluídos sons exóticos e intrigantes. Eram sons totalmente novos ,  feitos em aparelhagens eletrônicas. Nos anos 50, na França, iniciou-se um estilo chamado  "concreto" que se baseava em sons ou ruídos naturais, para juntar com sons já gravados . Nesse estilo  uma característica importante é que deixaram de se dedicar nas letras para focalizar no som. Os criadores foram: Pierre Schaefer e Pierre Henry na França e Hebert Eimer na Alemanha. A música eletroacústica se caracteriza pelas sonoridades impossíveis de se obter com instrumentos clássicos. O impacto desse estilo foi tão meteórico , que levou a criações de milhares de estúdios por todo o mundo.

História do Techno

Para o significado do nome "techno" há várias teorias .A verdade é que o nome foi usado em épocas diferentes para dar nomes a também gêneros diferentes. Os criadores desse nome foram os integrantes do grupo KRATTWERK que no inicio dos anos 70 criaram a "musica sintética". O uso do nome "techno" eram utilizadas as músicas  feitas por computador , sem uso de qualquer instrumento tradicional. Nos anos 80,  existiram milhares de movimentos desse estilo na Europa que na atualidade são chamados de Electro ou Electronic Body Music .Uma prova grande  dessa influência  é o "Techno Club Frankfurt" fundado em 1984 é que a mais de 14 anos e o templo de dança Techno.
Bibliografias

http://www.oliver.psc.br/historia%20musica.htm
http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/historia-da-musica
http://www.slideshare.net/Cristiana1996/musica-na-europa
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/historia-da-musica/historia-da-musica-10.php

Acessados dia 27/03/2013 ás 14:37

Por: Sabrina Bittencourt  de Oliveira Campos

O século XX foi marcado por vários desenvolvimentos científicos e tecnológicos e novas fases no ramo político. Apesar de, nessa época, a Europa ter passado por conflitos, crises, conquistas e novas culturas, a moda sempre esteve no ápice das décadas, e conhecê-la sempre vai nos trazer conhecimentos diferentes de estilos dos vestuários.
Os anos 20 foram marcados pela trégua entre guerras, badalado por musicas compostas com toques e mulheres sensuais. Elas não tinham seios nem quadris avantajados, com isso, seus tornozelos eram o centro das atenções. Olhos bem pintados, sobrancelhas delineadas, cor carmim nos lábios e a pele branca destacavam a maquiagem. A bolsa era estilo carteira para ambos os turnos; os sapatos nunca eram de saltos finos, porém, médios ou altos, combinando com vestidos, acessórios e penteados. A criação de roupas esportivas veio de Jean Patou, que também foi responsável pela evolução dos maiôs na moda praia.
Logo após esses anos, houve o período da descoberta dos esportes, a década de 30, que teve o cinema como referencia principal. Nessa época, as mulheres tinham que ser magras e bronzeadas, por isso as curvas de seu corpo foram focos de atenção, principalmente as costas nuas dos vestidos decotados. Assim, os seios  começaram a ser valorizados e o sutiã teve sua volta junto com o espartilho móvel. As bolsas foram ficando largas e mais modernas, com vários tipos de couro. Mais a diante, elas tinham mais funções, como porta maquiagem, batom e dinheiro. Em decorrência da crise na Europa, iniciou-se o uso de materiais mais baratos, como os sintéticos e a palha.
Com o foco voltado para a Segunda Guerra Mundial, as roupas nos anos 40, eram em estilo militar e masculinas, com saias curtas e franzidas. O uso de retalhos era uma pratica comum e popular, criando peças em grande quantidade. Os cabelos já eram mais longos do que na década anterior, sendo mais frequentes a utilização de grampos. A maquiagem era mais simples e improvisadas, pelo aumento de modelos de chapéus com flores, véus e feltros e de calçados que chamavam mais atenção.
A mulher da década de 50 passou a ser mais feminina e glamorosa, consequentemente, mais atraente. Com a intensidade da maquiagem,  as tintas de cabelo e os alisamentos vieram como indispensável. Uma estratégia econômica da época foi a diversificação de tendências a cada estação, fazendo com que aumentassem os lucros.  O rock and roll abriu espaço para que a juventude buscasse sua própria moda, surgindo, então, a colegial: saias rodadas, calças cigarretes, sapatos baixos, jeans etc.  Os anos 60 foram divididos em duas fases: os primeiros anos foram marcados pelas manifestações culturais e políticas, evidenciando o idealismo; já os segundos abrangeram as drogas, sexo e vários outros tipos de protestos. As garotas abandonaram as saias rodadas e as minissaias vieram com tudo nessa época. Como a maquiagem era focada no público jovem, os olhos eram mais marcados e nos lábios, o uso de batons cor da pele não dava tanto destaque. Nas revoluções comportamentais desta época, houve um crescimento maior nos anos 70, mesma década que surgiu o movimento da defesa do meio ambiente. Em relação à moda, usou-se de tudo: jeans e calças boca de sino, bordados, colares de miçangas, estampas florais, bolsas com franjas, sandálias plataforma, entre outros, alguns unissex.
A década de 80  visavam a roupas coladas geralmente, as de ginásticas, combinando com cores cítricas, estampas de animais, estilos modernos. Os cabelos eram acompanhados por franjas repicadas, alguns usavam topetes exageradamente altos, outros partiam para cores de tinturas exóticas e vibrantes. Hoje em dia, não é diferente. A moda na Europa é muito parecida com roupas e acessórios de antigamente, porém com cores mais intensas e vibrantes, estampas de animais e florais.
Logo,  é fácil perceber que os estilos diferenciados do século XX acabam  trazendo um contraste para nosso século XXI, pois atualmente existe uma ênfase maior em cores, estampas, modelos, tendo Londres e paris como capitais da moda. Cada acessório, cada peça, fazem com que a roupa seja inovada, apresentando muitos looks surpreendentes.

Bibliografia:

Sites Acessados em 15/03/2013 
http://estiloglam.com/2009/04/02/a-moda-e-os-anos-80/,
http://maniamuseu.wordpress.com/2010/10/24/moda-europeia
dos-sec-xviii-ao-xx//2009/02/europa-do-seculo-xx.html

Por: Masiel García Fernández


Olhar sobre o cinema europeu a partir do século XX
Na Europa, o desenvolvimento do cinema foi dificultado pela Primeira Guerra Mundial. O cinema tornou-se o máximo expoente do realismo. Sua expansão, juntamente com a fotografia, ajudou as outras artes, forçando-as a repensar a sua existência a buscar novas formas de expressão. Como resultado, o início do século XX tornou-se um tempo de experimentação artística, e foi na Europa, onde o filme começou a alcançar o status artístico.Desta forma, surgiu durante o século XX um movimento cinematográfico muito importante: as vanguardas.

A Escola Impressionista (Primeira Vanguarda).

Como consequência da Primeira Guerra Mundial, a França perdeu sua hegemonia no mundo do cinema. O monopólio formado pelos produtores Phaté e Gaumont não resistiu à crise. Contudo, durante a década de dos anos 20, uma nova onda de renovação cinematográfica invadiu o cinema francês da mão de um grupo de intelectuais, liderada principalmente pelo novelista Louis Delluc e o teórico Ricciotto Canudo. Este teórico, o primeiro do cinema, realizou um manifesto em que denominou-o como “sétima arte".Canudo defendeu a ideia do cinema com epicentro y culminação de todas as artes: arquitetura, pintura, escultura, música, poesia e dança. Esta nova corrente vanguardista foi qualificada por Delluc como Impressionista, que foge dos produtos comerciais estadunidenses. A escola impressionista concedeu-lhe um caráter intelectual ao mundo do cinema e se apoiou no aspecto estético como meio de expressão. O que mais interessava aos impressionistas era experimentar com a forma, criar uma nova linguagem através da imagem. Os autores mais destacados neste período são sem dúvidas: Louis Delluc, Marcel L'Herbier, Abel Gance e Jean Epstein, todos de origem francesa.
Louis Delluc, ensaísta, crítico, roteirista e diretor, fundou o primeiro Cine-club da história em 1920. Considerava que os elementos criadores da arte cinematográfica eram o cenário, a iluminação, o ritmo e a máscara ou ator. Dos sete filmes realizados por ele, em sua maioria perdidos, dois revelam seu talento criador fora do comum: Febre (1921) e y La Femme de nulle part (1922). Esta última se destaca por ser uma das primeiras tentativas de cinema psicológico.
Marcel L'Herbier é um dos expoentes do impressionismo cinematográfico, procurando o puramente visual mais do que o desenvolvimento da narrativa. Filmou na Espanha El Dorado(1921).

Abel Gance é o autor mais reconhecido do cinema impressionista francês. Seu trabalho mais ambicioso foi sem dúvidas Napoleão (1927), no qual experimentou com diversas técnicas e empregou o tríptico para exibir horizontalmente suas cenas mais grandiosas.
Jean Epstein foi o autor mais maduro da escola impressionista. Trabalhou o ritmo cinematográfico e cultivou o cinema psicológico. Seu filme Coração Fiel (1923), causou sensação na época, não apenas pela história, mas pelo seu estilo e o uso de cenários de feira. Enquanto Hollywood utilizava um mundo luxuoso e sofisticado, alguns vanguardistas franceses demonstraram carinho pelo popular: a taberna, o subúrbio, o porto e outros lugares populares, embora com um olhar deformado e subjetivo da realidade social.

A Segunda Vanguarda
 Período entre 1921 e 1925. Este tipo de cinema trata-se de música visual, sem intérpretes e sem narrar uma história, já que os autores destas obras procuravam o que para eles era cinema puro. Destacaram-se nesta etapa os alemães Vicking Eggeling, Walter Ruttman, Hans Ritches e os franceses F. Leger e Man Ray. 
Seu cinema consiste em pequenas peças animadas com alguns elementos geométricos movimentando-se na tela através de distintos planos. Estes filmes são considerados como os antecessores do vídeo-clip. Man Ray, autor estadunidense radicado na França, foi um dos mais importantes desta vanguarda, suas obras principais: Le Retour a la Raison (1923) e L'Étoile de Mer (1929).

O Surrealismo Cinematográfico
O surrealismo foi um movimento artístico que também influenciou o cinema. Este moviemnto luta entre a razão e os instintos primitivos. A escritora Germanie Dulac foi a encarregada de inaugurar o surrealismo cinematográfico com La coquille et le clergyman (1927), a qual criou uma ampla polêmica.
Luis Buñuel foi um grande autor surrealista espanhol, que não tardou em se transformar num dos ícones da história do cinema. Sua infância manteve a influência do ambiente rural nos seus filmes. Conviveu em Madri com autores da chamada Geração de 27 como Federico Garcia Lorca, Rafael Alberti, Ramón de la Serna e Salvador Dalí. Suas obras mais importantes são Un chien andalou (1928), na qual colaborou com Dalí,  e L'Âge d'Or (1930) que exalta uma história de amor de forma surrealista e denuncia todos os mecanismos sociais e psicológicos que impedem a sociedade.


Paris e Berlim foram as capitais do vanguardismo cinematográfico mundial.



O Expressionismo Alemão                                                                                                 
      Enquanto os exércitos alemães lutavam nos campos de batalha da Europa, os cinemas alemães projetavam as produções do inimigo (EUA, Grã Bretanha e França). Em 1916 o governo alemão decidiu resolver isto criando uma grande empresa: UFA. A partir desse momento, o país passou a ser uma das principais indústrias do cinema europeu, antes da chegada da Segunda Guerra Mundial.
       A eclosão artística do cinema alemão veio com a chegada da escola expressionista. Mais do que uma escola, o expressionismo é uma atitude estética que pretende mostrar uma realidade deformada, distorcida, alterada. Mostra o universo interno das coisas, personagens e situações. Predominam o determinismo e o fatalismo, em que os personagens estão condenados em suas ações e no caminho para a morte. Entre os filmes precursores do expressionismo podemos citar: Estudante de Praga (1913), de Paul Wegener e  O Golem (1914), do mesmo autor.
    Murnau foi um diretor que não se definiu em nenhum movimento, mas que tinha sua personalidade própria no âmbito cinematográfico. Considerado o mais prestigioso criador do cinema alemão, suas obras principais são: Nosferatu (1922), adaptação livre da novela Drácula de Bram Stocker, O Último (1925), Tartufo (1925) e Fausto (1926).

 


O expressionismo teve seu fim na década de 30, mas sua influência no cinema é inquestionável, fundamentalmente nos gêneros de terror e ficção cientifica.

A Nova Objetividade Russa e as Vanguardas Soviéticas.
O colosso do cinema soviético foi sem dúvidas Sergei Eisenstein. Toda sua obra caracterizou-se por um compromisso entre o mais cru realismo documental e o simbolismo e expressionismo barroco. O sucesso de O Encouraçado Potemkin o tornou o primeiro cineasta soviético. A chegada do som lhe pareceu empobrecedor a Eisenstein, pois a câmeras eram mais pesadas e a mobilidade era limitada.
No século XXI, a Europa continua desenvolvendo um cinema de tipo culto, fazendo grandes aportes, especialmente França, Alemanha e Espanha. Sem dúvidas, A pele que Habito (2011) de Pedro Almodóvar, já pode-se considerar um clássico do cinema. Também vem se destacando o cinema de tipo independente, como a coprodução entre Alemanha e Áustria, Die Fetten Jahre sind vorbei (2004) de Hans Weingartner, indicado à Palma de Ouro como melhor filme de 2004 no Festival de Cinema de Cannes, e os filmes do diretor e escritor francês Christophe Honoré.

 











Die Fetten Jahre sin vorbei



Foi na Europa que surgiu a ideia de cinema como arte e não só como um produto, como um espetáculo que produz lucros, como era e ainda é tratado nos EUA. Esse comprometimento com a arte como tal ainda prevalece nos filmes europeus. Por isso é muito importante que as pessoas se interessem por este tipo de cinema e por uma arte de qualidade.


Referências:

http://cinemaeuropeu.blogspot.com.br/, acessado em 26 /03 /2013 às 15:34 hrs.
http://www.nostalgiabr.com/historia/europeu.htm, acessado em 26/03 /2013 às 16:20 hrs.
http://pt.scribd.com/doc/17704209/Cinema-Surrealista,acessado em 26/03/2013 às 17:40 hrs.
http://www.pedroalmodovar.es/PAB_ES_13_T.asp, acessado em 27/03/2013 às 14:50 hrs.
Por: Thayná Conceição Barbosa













O continente europeu, justamente por ser antigo, é próspero em cultura, figura como referência entre museus, arquitetura e teatros mais famosos e conhecidos do mundo. Também, é o lugar onde os principais momentos históricos mundiais ocorreram, como a Revolução Industrial, a Revolução Francesa, o Iluminismo, a Primeira e a Segunda Guerra Mundial. Esses acontecimentos refletiram nas artes e, por que não dizer, no teatro europeu. 
No século XX, o teatro europeu é marcado por grandes transformações, que vão desde o retrato da realidade a elementos fantasiosos. Tanto que não é estabelecido um padrão único para explicar o teatro dessa época. Por isso podemos classificar o teatro europeu em realista, poético, naturalista, expressionista, surrealista e épico.
O teatro realista inicia-se no século XIX, na França, tendo continuidade por toda a Europa no século seguinte. Sua temática era retratar a realidade de forma precisa e sem abstrações, levando ao público reflexões sobre a realidade social. Os cenários, os figurinos, realistas eram cópias fieis da realidade europeia, a linguagem coloquial era utilizada na linguagem teatral e as personagens eram pessoas com personalidades originadas do meio em que viviam.
Em contradição ao realismo, o teatro poético surge com inspiração simbolista, suas peças eram lendas folclóricas, em que a linguagem poética predominava. Um dos principais autores foi Garcia Lorca, que com a sua sombria tragicidade foi o mais autêntico autor do teatro épico.
O teatro naturalista surge na França no final do século XIX, mas repercute no século XX, com o objetivo de retratar minuciosamente a realidade cotidiana e a natureza, com uma linguagem cientifica e determinista, para que o público interpretasse as peças com mais objetividade. O autor mais famoso foi Émile Zola.











O teatro expressionista surge na Alemanha, na época da Primeira e da Segunda Guerra Mundial, com o objetivo de retratar a subjetividade humana, para os autores a realidade está nos sentimentos e não no que vemos. Fato que explica a exarcebação sentimentalistas na representação dos atores, os cenários fúnebres, para levar o público a uma reflexão espiritual. O autor irlandês Johan Strindberg, em a sua obra “O Sonho” não usava limitações de tempo, espaço, pois servia para demonstrar ao público que as personagens da peça se encontravam em um sonho.
Buscando a fuga da realidade e da convencionalidade teatral, o teatro surrealista, marcado também pelas Grandes Guerras Mundiais, propõem a eliminação de enredo, dando às peças a falta de coerência, personagens que vivem fora da realidade e a busca pelo o anteteatro.  Os principais autores foram Chiarelli, e Luigi Pirandello.
Inspirado no Surrealismo e no expressionismo surge o teatro do absurdo com a autoria das peças de Eugéne  Ionesco. Caracterizado pelo enredo ilógico e as personagens chocantes, o teatro do absurdo busca demonstrar o desatino e a falta de soluções que os indivíduos estão imersos, com os conflitos ocorridos no século XX. Peças como “A Cantora Careca” “A Lição” e “O Rinoceronte” de Ionesco foram algumas obras do absurdo que fizeram sucesso.
O teatro épico é uma oposição ao teatro fantasioso e ao teatro realista convencional, que surge durante a Segunda Guerra Mundial, ele procura retratar a realidade politizada no socialismo, sendo ele a melhor maneira de convivência da sociedade. O autor alemão Bertold Brechet propõe em suas obras a modificação da sociedade, em que prevaleciam a realidade e o desenvolvimento crítico do telespectador. Nesse movimento teatral, há uma maior aproximação do ator com o público, que passa a fazer parte da elaboração do espetáculo. E o diretor influi mais na coordenação da peça.
Atualmente, no teatro da Europa tem-se uma maior participação do público, o diretor ainda possui o seu papel na direção, a temática oscila entre retratar a realidade e a fantasia.
Desta forma, o teatro europeu passou por grandes transformações desde os primórdios do século vinte até os dias atuais, apesar de todas essas metamorfoses, o principal objetivo do teatro sempre foi e sempre será em agradar o público, pois é ele que determina se a peça fará sucesso ou não.

Bibliografia:
http:// www.ocrocodilo.com.br acessado no dia 04/03/2013 ás 13h: 55min
http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/inde.cfmFuseaction=conceitos_biografia&cd_verbete=615 acessado no dia 04/03/2013 ás 14h: 07min.
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/historia-do-teatro/teatro-n. php acessado no dia 04/03/2013 ás 14h: 15min.
http://www.desvendandoteatro.com/origemehistoria.htm acessado no dia 04/03/2013 ás 14h: 17min.
http://museudoteatro.imc-ip.pt/pt-PT/coleccoes/Maquetes/ContentDetail. aspx acessado no dia 04/03/2013 ás 14h: 29min.
http://www.spescoladeteatro.org.br/noticias/ver.php?id=2244 acessado dia 28/03/2013 ás 22h: 15min.

Por: Matheus Lisboa Cardoch Valdes


No século XIX o neoclassicismo, ou academicismo, é o principal movimento artístico na época, ela se caracteriza pelo resgate dos ideais da cultura grega e renascentista. Os pintores neoclássicos defendem a supremacia da técnica e o ensino da arte por meio de regras, e posteriormente surgem as academias de arte. As revoluções francesa e industrial e a mitologia grega são os principais temas abordados nas pinturas de academia. No final do século XIX surge um movimento artístico que se opõe as pinturas neoclássicas, o modernismo.  A arte moderna se desliga da realidade concreta e cria uma modalidade que rejeita as formas e ideias clássicas. O novo jeito de pintar se popularizou pela Europa e criou vários segmentos, as vanguardas europeias, que apresentam características muito particulares em cada uma delas. As vanguardas que se destacam são o fauvismo, expressionismo , cubismo, abstracionismo, futurismo, dadaísmo e o surrealismo.
O Fauvismo surge na França no início do século XX. Dois princípios  regem esse movimento: a simplificação das formas das figuras e o emprego das cores puras.           
As obras fauvistas não representam realisticamente as figuras nas obras , elas são apenas sugeridas pelo pintor, assim como as figuras as cores não são as da realidade. Matisse foi o principal expoente da arte fauvista, a total despreocupação com a retratação da realidade é a marca das pinturas de Matisse.

A dança, óleo sobre tela de Henri Matisse


O Expressionismo é um movimento artístico que, surge na Alemanha entre 1904 e 1905, e se opõe às ideias impressionistas que deixam de lado os sentimentos humanos. As pinturas expressionistas focam nas emoções humanas, principalmente em sentimentos como angústia e o desespero. Os pintores expressionistas, em geral, manifestam sua visão pessimista em relação ao mundo. Os pintores que mais se destacam Edvard Munch, George Rouault,Ernst Kirchner, Emil Nolde, Franz Marc,August Macke  e Paul Klee.
A angústia, quadro de Edvard Munch


O Cubismo teve como principal inspiração o pintor Cézanne, ele retratava as figuras da natureza com formas geométricas. Os cubistas  buscam representar os objetos com suas partes em um mesmo plano, apresentam todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador, abandonam totalmente a perspectiva e a busca pelas três dimensões , além do uso de poucas cores. Em algumas obras a fragmentação dos seres retratados é tão grande que torna impossível seu reconhecimento ou interpretação. Pablo Picasso é o mais conhecido entre os pintores cubistas mas outros também se destacam como Georges Braque e Fernand Léger.
Guernica (1937) de Pablo Picasso
Violino e cântaro (1910) de Georges Braque

A arte abstrata não aborda temas da realidade, é caracterizada pela ausência de relações entre as cores e formas de um ser, as pinturas abstratas retratam um estado de espírito. Duas vertentes do abstracionismo surgem o Abstracionismo Geométrico, desenvolvido por Piet Mondrian, se caracteriza pela organização das cores de forma que a composição final se apenas a expressão de uma concepção geométrica. A outra vertente é o Abstracionismo Informal  em que predominam as formas e cores criadas livremente sugerindo associações com elementos da natureza. Kandinsky, Paul Klee e Piet Mondrian são os principais pintores abstracionistas.
 

Batalha (Cossacos) óleo sobre tela de Kandinsky.
Composição, obra de Piet Mondrian


O Futurismo é influenciado pelo Manifesto Futurista de Marinetti. Exaltava, como o nome sugere, o futuro, a sua velocidade e negava totalmente o passado. A mecanização nas indústrias fazia com que o movimento natural perdesse espaço para o movimento veloz das máquinas. Os artistas pretendiam evitar qualquer ideia de imobilidade, o uso de linhas retas e curvas sugerem a velocidade tão admirada pelos futuristas. Destacam-se os seguintes pintores futuristas: Giacomo Balla, Umberto Boccioni,Gino Severini, Carlo Carrà, Marcel Duchamp eRobert Delaunay.

O carro que passou , de Giacomo Balla

O cenário de uma guerra mundial é o que cerca o início do Dadaísmo . O movimento é criado por artistas e intelectuais que buscavam expressar  suas decepções com o fracasso das ciências , artes , filosofia e religião existentes até então, pois esses conhecimentos não eram capazes de evitar uma grande destruição na Europa. As características mais evidentes do dadaísmo eram o uso do irracional e da combinação de elementos ao acaso, a colagem também foi usada nas pinturas desse movimento.
Nu descendo a escada, pintura de Marcel Duchamp

Logo após o Dadaísmo  surge o Surrealismo, esse movimento representa alguns aspectos da realidade com excesso de realismo, porém, estes aparecem em geral associados a elementos que na realidade são dissociados , como se representasse imagens vistas em sonhos, formando conjuntos irreais. Salvador Dali é o principal pintor no surrealismo.
Natureza-morta animada, de Salvador Dali.


Bibliografia:

Sites: http://pt.scribd.com/doc/16963337/Modernismo-Europeu
http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/literatura/vanguardas-europeias-resumo-dicas-questao-comentada-598933.shtml
http://historia-da-arte.info/mos/view/Arte_do_S%C3%A9culo_XX/
Livro : história da arte, escrito por Maria das Graças Vieira Proença dos Santos, Editora ática

Por: Maria Vieira


A literatura europeia exerceu papel fundamental na história da humanidade. O século XIX destaca-se por ser um dos períodos mais essenciais de toda a literatura pois foi a fase da formação de várias tendências literárias modernas e na criação de algumas vertentes do modernismo no século XX.
O Romantismo, um dos movimentos que surgiu nessa época teve origem no final do século XVIII na Alemanha. Foi um movimento artístico, político e filosófico e se caracterizou por ter uma visão de mundo diferente ao racionalismo e ao iluminismo, além de buscar um nacionalismo que viria a consolidar os estados nacionais na Europa. Os escritores românticos valorizavam o individuo e seus sentimentos, acreditando que a realidade das coisas poderia ser explicada através apenas do estudo das suas próprias emoções. Escritores como Walter Scott, Victor Hugo e Almeida Garrett são exemplos de autores com uma visão de individualismo, característica romântica. Já Byron, Alfred de Musset são considerados ultra-românticos demonstrando o apego ao intimismo e a valores extremados, trazendo consigo o culto do egocentrismo vazado de melancolia e pessimismmo. Após 1830 o Romantismo decai, abrindo caminho para temas mais reais e objetivos, apesar de posteriormente ainda encontrar-se resquícios do movimento.












Livro original 
publicado em 1862














O principal movimento pós-romântico é denominado Parnasianismo. Essa corrente originou-se na França e caracterizou uma escrita oposta a encontrada no Romantismo, pois é assinalada por uma visão clara da  realidade. Os poetas parnasianos buscavam abordar temas cotidianos de maneira  objetiva. Essa fase é considerada, na verdade, a transição entre o Romantismo e o Realismo. Alguns autores importantes são: Théophile Gautier, Leconte de Lisle, Théodore de Banville e José Maria de Heredia. Apesar de apresentarem diversas tendências estes tinham um denominador comum: a rejeição ao lirismo como credo.
A passagem para o Realismo é definitivamente dada através da publicação de Madame Bovary, de Gustave Flaubert em 1857. O Realismo estende-se nas obras de Guy de Maupassant na França, Giovanni Verga na Itália e Eça de Queiroz em Portugal. No entanto, percebe-se posteriormente que para grandes escritores o Realismo teve sua irrelevância, sendo que eles apresentavam preferência por uma literatura voltada para a vida social e a análise psicológica.

 












Livro publicado em 1857 por Gustavo Flaubert






















  • Com uma análise mais crítica conseguimos destacar nomes fundamentais para a literatura modernista, sendo estes lembrados e estudados até os dias atuais. Nomes como:
  • ·         Fernando Pessoa, que foi um dos mais importantes escritores e poetas do modernismo em Portugal. Fernando Pessoa usou em suas obras diversas autorias. Usou seu próprio nome para assinar várias obras e pseudônimos (heterônimos) para assinar outras. Os heterônimos de Fernando Pessoa tinham personalidade própria e características literárias diferenciadas. Aguns deles: Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro. Algumas de suas obras mais importantes são: Quando ela passa (1902), Navegar é preciso (1911), Autopsicográfia (1930).
  • ·         José Saramago iniciou sua atividade literária em 1947, com o romance “Terra do Pecado”, só voltando a publicar (um livro de poemas) em 1966. Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura, ele foi o primeiro autor de Língua Portuguesa a receber tal prêmio. Entre seus outros livros estão os romances: O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984), A Jangada de Pedra (1986), Ensaio sobre a Cegueira (1995), Todos os Nomes (1997), e O Homem Duplicado (2002); a peça teatral In Nomine Dei (1993) e os dois volumes de diários recolhidos nos Cadernos de Lanzarote (1994-7).
  • ·         Tolstói foi um dos grandes mestres da literatura russa do século XIX. Suas obras mais famosas são Guerra e Paz, sobre as campanhas de Napoleão na Rússia, e Anna Karenina, onde denuncia o ambiente hipócrita da época e realiza um dos retratos femininos mais profundos e sugestivos da Literatura.
  • ·         Dostoiévski foi um escritor russo do século XIX. É considerado um dos maiores romancistas de todos os tempos. É um dos pais do existencialismo (escola literária e filosófica que defente da liberdade individual, subjetividade e responsabilidade do ser humano). Escreveu novelas, contos e romances que são lidos por pessoas do mundo todo. Principais obras: Gente Pobre (1846), O sonho do príncipe (1859), Humilhados e ofendidos (1861), Crime e Castigo (1866), entre tantas outras.




Após 1945, período posterior a 2ª Guerra Mundial é visível a ausência de grandes nomes na literatura. Devido a decorrência da guerra, os progressos políticos e tecnológicos "impossibilitaram" a leitura e escrita, consequência dos meios de comunicação.
Por fim, embora a carência de grandes nomes e apesar desta arte aparentemente encontrar-se numa fase transitória consequente da variedade de assuntos e estilos característicos do momento, é possível que uma nova literatura esteja se formando.

Bibliografia
http://www.suapesquisa.com/literatura/
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